Sejam todos bem-vindos!


“ O único significado da vida é crescer. Nenhum preço é alto demais para o crescimento. Apenas compreendendo isto, você poderá ajudar alguém a crescer”

(Robert R. Carkhuff. In.: COSTA, Antônio Carlos Gomes. Pedagogia da Presença:
da solidão ao encontro. Belo Horizonte: Ed. Modus Faciendi; 1997.)

Muito prazer!

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Araxá, Minas Gerais, Brazil
Carioca, 35 anos. Estou no Estado de Minas Gerais há 13 anos. Educador há 12 anos, filósofo, teólogo e pedagogo. Como filosofia de vida assumi o seguinte: SER, AMAR E SERVIR. Atualmente atuo como gerente administrativo do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Araxá. Membro coordenador da Mesorregião 9 (5ª RISP) - Triângulo e Alto Paranaíba - ESPASSO CONSEG (Estado, Profissionais da Área de Segurança e Sociedade Organizada em prol da Segurança Pública) - Criador da Rede Social de Articulação e Mobilização dos Direitos da Criança e do Adolescente de Araxá e Região - http://dcaaraxa.ning.com - Colaborador da Coluna Filosofia e Afins do periódico virtual Diário de Araxá - www.diariodearaxa.com.br

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Assim como a Primavera, é a Mulher!

Que vivemos numa sociedade globalizada fruto do progresso científico-tecno-comercial dos últimos séculos (XVII, XVIII, XIX e XX), todos sabemos. Sabemos também que o mundo econômico, ao tecnificar-se, dividiu o público (do mercado) do privado (do lar); ou seja, dividiu o público das relações políticas, baseadas na distribuição do poder, e o privado nas relações da gratuidade. Decorrente a este fato é que a ordem pública, gerada na economia e na política, foi configurando uma maneira de pensar, de argumentar, de exigir mais identificada com a “lógica masculina da eficiência”. A compaixão e a ternura – características do arquétipo feminino – não têm lugar, pois arriscariam a eficiência dos processos estritamente racionais – típicos do universo masculino.

Contrário ao exposto, a “lógica feminina” ficou reduzida ao lar, à lógica de reproduzir a vida, de cuidá-la e de ajudá-la a crescer, não mais partindo do intercâmbio recíproco dos produtos, mas da gratuidade total de quem reproduz a vida e a alimenta, sem exigir nada em troca.

A sociedade se tornou masculina na sua realidade e a “utopia” da ternura feminina se tornou algo marginal, privado, doméstico, sem influência na vida social – aqui se encontra um dos problemas fundamentais da nossa sociedade atual, a saber: a mulher ainda ter que reclamar o seu (legítimo) lugar na sociedade.

Prova disso é que há 100 anos, Clara Zetkin, dirigente do Partido Social Democrata Alemão, viu aprovada sua proposta de instaurar o 8 de março como Dia Internacional das Mulheres. Essa referência histórica, por si só, já seria suficiente para demarcar a data com seu sentido principal: a luta. Foi nesse caminho que as mulheres foram para as ruas em todas as partes do mundo, inúmeras vezes: pelo direito ao voto, a salários iguais, para denunciar a violência cotidiana a que são submetidas, desde a humilhação doméstica à mais brutal violência física e psicológica.

Diante das constantes lutas, comparadas às difíceis condições impostas pelo longo frio do inverno, empreendidas em vários setores por tantas mulheres, pedimos licença à Cecília Meirelles para comparar a mulher à “primavera” ("Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366); pois, assim como a primavera, a mulher insurge “mesmo que ninguém saiba o seu nome”; assim como a primavera, a mulher é “dona da vida” e dela é plena.

Como a primavera, a mulher carrega a utopia – entendida aqui como esperança – do surgimento de algo novo; no caso, de uma sociedade nova; de algo que não encontramos por aí, mas que está no que as mulheres têm de melhor e latente e que a sociedade não reconhece, a saber: a mulher como portadora dos valores da gratuidade e do respeito à vida – assim como a primavera, parafraseando os versos de Cecília Meirelles.

“É certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece [..]”, de igual maneira é certo de que é fundamental o papel da mulher na utopia humana. As mulheres daqui e de todo lugar, feliz memória ao Dia Internacional da Mulher.

Anderson Alves Costa

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