Sejam todos bem-vindos!


“ O único significado da vida é crescer. Nenhum preço é alto demais para o crescimento. Apenas compreendendo isto, você poderá ajudar alguém a crescer”

(Robert R. Carkhuff. In.: COSTA, Antônio Carlos Gomes. Pedagogia da Presença:
da solidão ao encontro. Belo Horizonte: Ed. Modus Faciendi; 1997.)

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Araxá, Minas Gerais, Brazil
Carioca, 35 anos. Estou no Estado de Minas Gerais há 13 anos. Educador há 12 anos, filósofo, teólogo e pedagogo. Como filosofia de vida assumi o seguinte: SER, AMAR E SERVIR. Atualmente atuo como gerente administrativo do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Araxá. Membro coordenador da Mesorregião 9 (5ª RISP) - Triângulo e Alto Paranaíba - ESPASSO CONSEG (Estado, Profissionais da Área de Segurança e Sociedade Organizada em prol da Segurança Pública) - Criador da Rede Social de Articulação e Mobilização dos Direitos da Criança e do Adolescente de Araxá e Região - http://dcaaraxa.ning.com - Colaborador da Coluna Filosofia e Afins do periódico virtual Diário de Araxá - www.diariodearaxa.com.br

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Uma Conversa sobre Educação


Educação – O que é, como é e para quê serve?
O termo educação é hoje um significante de largo espectro, com tantos significados quantas as múltiplas faces do fato ou fenômeno educativo. Assim, a educação pode ser considerada como uma “realidade” que se experimenta tanto na existência individual como na sócio-histórica; como um “conjunto de influências” do meio. Por ser a educação a prática mais humana, considerando-se a profundidade e a amplitude de sua influência na existência dos homens; desde o surgimento dos homens, é prática fundamental da espécie, distinguindo o modo de ser cultural dos homens do modo natural de existir dos demais seres vivos.
A educação é responsabilidade, ao mesmo tempo, de cada um e de todos. Dá-se mediante um processo constante, no seguinte sentido: “sou educador, mas serei sempre educando”. Hoje, mas do que antes, tem-se consciência do mundo plural em que se vive; portanto, é preciso ter clara a idéia de que existem modelos diferentes de educação. Em todos eles (modelos) deve-se ter presente que a educação deve ser globalizadora (não no sentido neo-liberal de globalização; contudo, tendo em vista tal sistema vigente, há uma certa globalização no processo educacional), tendo como uma de suas finalidades – geral – formar o indivíduo.
Diante do mundo cada vez mais plural em que se vive, desenha-se um novo paradigma pedagógico que pede (exige) uma educação mais abrangente, e não segmentária, fragmentada. Uma educação que possibilite a aquisição de experiências e conhecimentos básicos, a formação científica e a profissional, a elaboração da identidade pessoal, a participação na vida da sociedade, do país e do mundo.
Mons. Juvenal Arduini diz que: “Importa inventar novos valores pedagógicos e propor projeto educativo que coloque a humanidade como prioridade arquetípica. Podemos ter técnicas metodológicas modernas que transmitem conteúdos ultrapassados, injustos, servilistas. A metodologia tem grande utilidade. Mas a educação define-se principalmente pelo seu conteúdo humanizante (grifo nosso). A grande invenção ainda é o ser humano”.
Ao definir a educação por seu conteúdo, o próprio homem, Mons. Juvenal coloca em evidencia também a quem ela se destina assim como a sua finalidade.
Anderson Alves

Uma Vida Sem Reflexão não Merece ser Vivida (Sócrates)


“Uma vida sem reflexão não merece ser vivida”
(Sócrates)
A adolescência e a juventude são momentos privilegiados da vida, pois neles começamos a questionar regras, valores, comportamentos, crenças, idéias. São nestas etapas da vida em que escolhemos quem queremos ser, começamos a desenhar projeto(s) para o futuro. Os modelos de comportamento de nossas famílias, que seguimos durante a infância, já não nos bastam. Queremos experimentar outros modos de viver, de ser, de aparecer. Surgem perguntas como: Quem sou? De onde vim? O que desejo e espero? Como realizar meus sonhos?
São nestas etapas da vida que se dá, então, o início do processo de reflexão. Bem ou mal assumimos uma postura diante das coisas, do mundo, do próprio homem e diante de nós mesmos. Contudo, a medida em que caminhamos deixamos para trás esta atitude indagadora e assumimos uma postura mais conformada sobre o mesmo mundo, as mesmas coisas, o mesmo homem e sobre nós mesmos – questões importantes que outrora questionávamos, hoje soam como naturais. Aristóteles nos diz que “todo homem é filósofo por natureza”; com isto, ele quer dizer que, em outras palavras, todos possuímos esta característica típica da adolescência e da juventude, resta-nos trabalhá-la para que sejamos filósofos de fato! Sócrates com sua célebre frase vem chamar-nos a atenção para este espírito indagador que devemos cultivar por meio de uma vida vivida de forma crítica. Com esta frase Sócrates, em primeiro lugar, coloca em evidência a tarefa da filosofia enquanto modo de pensar e de perceber o mundo.
Pelo fato da Filosofia não se constituir de conceitos prontos, ela também não os aceita, pois não é um sistema fechado em si mesmo, em outras palavras, acabado. Ela é, antes de mais nada, um modo de se colocar diante da realidade, procurando refletir sobre os acontecimentos e as coisas. A reflexão que a filosofia nos proporciona e, ao mesmo tempo, nos impulsiona, permite-nos ir além da “casca do ovo”, isto é, da pura aparência das coisas. A Filosofia é um jogo irreverente que parte do que existe; ela critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre as portas das possibilidades, faz-nos entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida.
Em segundo lugar, ao ficar estabelecida a tarefa da filosofia, fica assim estabelecido o trabalho do filósofo: refletir sobre a realidade, qualquer que seja ela, descobrindo seus significados por meio da reflexão. Assim sendo, o que consiste refletir? Refletir é pensar, considerar cuidadosamente o que já foi pensado. Como um espelho que reflete a nossa imagem, a reflexão do filósofo deixa ver, revela, mostra, traduz os valores envolvidos nos acontecimentos e nas ações humanas. Para isso, precisamos ter algumas certezas, como a de que podemos chegar a conhecimentos válidos para orientar nossas ações; por outro lado, também precisamos ter em mente que essas certezas fazem parte de momentos históricos, de pontos de vista a partir dos quais analisamos o nosso estar no mundo. Portanto, podemos duvidar e colocar em questão o que recebemos.
É o iremos propor nesta coluna e a partir deste artigo! Nosso objetivo será o de levar nossos leitores a uma reflexão e avaliação crítica dos mais diversos assuntos que cercam o seu dia-a-dia de forma a superarem a mera opinião (achismo) sobre as coisas, o mundo, o homem e sobre si mesmos.
Anderson Alves Costa