Sejam todos bem-vindos!


“ O único significado da vida é crescer. Nenhum preço é alto demais para o crescimento. Apenas compreendendo isto, você poderá ajudar alguém a crescer”

(Robert R. Carkhuff. In.: COSTA, Antônio Carlos Gomes. Pedagogia da Presença:
da solidão ao encontro. Belo Horizonte: Ed. Modus Faciendi; 1997.)

Muito prazer!

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Araxá, Minas Gerais, Brazil
Carioca, 35 anos. Estou no Estado de Minas Gerais há 13 anos. Educador há 12 anos, filósofo, teólogo e pedagogo. Como filosofia de vida assumi o seguinte: SER, AMAR E SERVIR. Atualmente atuo como gerente administrativo do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Araxá. Membro coordenador da Mesorregião 9 (5ª RISP) - Triângulo e Alto Paranaíba - ESPASSO CONSEG (Estado, Profissionais da Área de Segurança e Sociedade Organizada em prol da Segurança Pública) - Criador da Rede Social de Articulação e Mobilização dos Direitos da Criança e do Adolescente de Araxá e Região - http://dcaaraxa.ning.com - Colaborador da Coluna Filosofia e Afins do periódico virtual Diário de Araxá - www.diariodearaxa.com.br

terça-feira, 18 de novembro de 2008


COOPERAÇÃO, SOLIDARIEDADE E PAZ
Sociedade globalizada e rede: mais que palavras e novas idéias acerca das relações sociais e de produção, estamos diante de desafios que nos levam a rever conceitos e paradigmas, bem como, indicam a necessidade de construção de outras formas de agir/pensar.
Assim, nos vemos impelidos a, no desenvolvimento de novas relações do homem consigo mesmo, com o seu semelhante e com o mundo, captar as dimensões da mudança em marcha e desenhar uma nova ordem. Aqui estamos nós, sujeitos históricos, determinantes/determinados na relação de interdependência da grande rede e nela, sujeitos de escolhas individuais e coletivas. A cada escolha existem responsabilidades que lhe são inerentes. Somos responsáveis pelos resultados de nossas escolhas históricas, tanto pelos benefícios quanto malefícios.
A passagem do velho para o novo mundo implica em mudar o jeito de fazer, em aprender a compartilhar e se desapegar de velhas certezas. É neste contexto, que nos deparamos com a discussão acerca da “CULTURA DA COOPERAÇÃO”, para nós, CULTURA DA SOLIDARIEDADE E DA PAZ. Uma discussão pertinente ao momento e fundamental como suporte para as mudanças em curso. Um olhar mais atento ao nosso redor e acessamos múltiplos exemplos de cooperação. Buscamos na botânica, ou mais propriamente em um jardim, uma metáfora que nos ajude na compreensão do que seja uma Cultura de Cooperação. Vamos, portanto, falar de flores. Como diz um poeta: “Pra não dizer que não falei das flores”.
Assim, escolhemos, entre várias, o girassol. Ele não é apenas uma flor, é uma comunidade de flores – uma inflorescência – sustentada por uma haste ou pedúnculo. Múltiplas flores se estruturam, ajustam-se e se diferenciam na formação do girassol. Um olhar mais atento, do biólogo ou de um botânico, por exemplo, nos diria das diferenças entre elas. O que conhecemos por pétalas são flores modificadas que perderam, ou abriram mão, de sua capacidade reprodutiva e cresceram de forma a cumprir funções específicas: proteger a comunidade dos predadores e, ao mesmo tempo, atrair os poliminizadores que garantirão a reprodução de novas inflorescências.
Não é o mesmo que acontece na comunidade dos homens? Múltiplos e diferentes, nós assumimos diversos papéis, formando grupos, organizações e comunidades. Há, entretanto, uma diferença fundamental: os homens têm consciência de si, do outro, de seus papéis e de sua condição humana – sujeitos de escolhas.
Podemos encontrar, ainda, outras semelhanças entre inflorescências e comunidades humanas. A haste, por exemplo, para as flores, além de suporte, é veio condutor de suprimentos. É sobre ela que se edifica e se sustenta a comunidade. A haste, na comunidade dos homens, se chama relação. Relações diferentes e em níveis cada vez mais complexos sustentam os fazeres e as experiências humanas – sócio-culturais, econômicas e políticas. Tão vivas quanto à haste do girassol, elas traduzem um movimento permanente em que são trabalhadas desde as necessidades básicas – manutenção do corpo saudável – até sonhos e desejos criados incessantemente pelos homens. Hoje, falamos cada vez mais em qualidade de vida, conforto, beleza, prazer e, principalmente, na qualidade das relações que estabelecemos. Refletir sobre esta haste e seus movimentos implica em entender os suportes que dão sustentação à construção humana: os valores universais, a ética e a prudência nas decisões que envolvem o indivíduo e o coletivo.
Anderson Alves